Dicas para começar a ter uma alimentação saudável

 

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Meus queridos,

Finalmente, após muita insistência vossa e muita vontade da minha parte, vou dar-vos as melhores dicas para terem uma alimentação mais saudável, que podem servir para perderem os quilinhos que têm a mais, ou apenas para vos incentivar a adoptarem um estilo de vida com melhores hábitos.

Mas, antes de vos passar as minhas ideias sobre uma boa alimentação, quero esclarecer aqui um mito que confunde ainda algumas pessoas e que as leva a cometer grandes erros: os hábitos alimentares saudáveis devem ser adoptados por toda a gente, independentemente do seu peso. Pensar que só as pessoas mais gordinhas devem comer bem é um perfeito disparate, pois os males, como as doenças cardiovasculares, o elevado colesterol mau (LDL), a diabetes, etc., não escolhem peso nem idade. Por isso, quem ainda pensar que, lá por ser mais magrinho, pode andar a alimentar-se de pizzas e de lasanhas, está completamente errado!

Eu sei que o fruto proibido é sempre o mais apetecido, neste caso, os alimentos que nos fazem mal são os mais saborosos. Mas está mais do que provado que há um conjunto de opções, também muito boas para o paladar, que fazem milagres pelo vosso organismo e que são essenciais num hábito de vida saudável:

Alimentos naturais

Os alimentos naturais, como o peixe (sem ser de cativeiro), a carne (de pasto livre), os frutos e os legumes (cultivados sem componentes químicos), são aqueles que devem privilegiar. Sempre! São os que melhor fazem ao nosso corpo, têm uma carga muito, muito baixa de hidratos de carbono e fornecem-nos as fibras e as proteínas necessárias para viver de modo saudável. Os ovos também podem incluir-se neste ponto, desde que as galinhas sejam criadas ao ar livre.

Alimentos sem aditivos

Os aditivos químicos abundam nos supermercados, basta olharmos para os rótulos para o comprovar. São maioritariamente usados para alterar a composição dos alimentos, ou para que tenham um melhor sabor e aparência, ou para que se aguentem semanas e semanas sem se estragarem. E isso é péssimo: engordam, provocam vários problemas de saúde (digestivos, gástricos ou intestinais), para além de nos conduzirem a muitas doenças. Assim sendo, o melhor que têm a fazer é fugirem do glúten (que é muito mau para o organismo) e também de todos aqueles produtos que têm as chamadas bruxarias: aqueles nomes estranhos, muitos deles acabados em “antes” (corantes, edulcorantes, conservantes, aromatizantes, estabilizantes, emulsificantes…) e em “ose” (lactose, dextrose, maltose, sacarose, frutose…), sendo que, estes últimos, correspondem todos a um grande vilão, o açúcar.

Alimentos de origem biológica

Pode ser bem mais cara, é verdade, mas é uma das melhores escolhas. O facto de ser biológico obriga a que os alimentos sejam cultivados em campos sem nenhum tipo de componentes químicos nem transformações na sua composição. São alimentos sem quaisquer elementos nocivos ao organismo, o que faz com que sejam mais caros, mas, em compensação, muito mais saudáveis. No entanto, há alguns que nos provocam dúvidas: por exemplo, o milho é ainda um alimento que gera controvérsia, pois ainda não está provado que aquele que nos chega aos supermercados não é cultivado de modo transgénico (modificado geneticamente). Conselho: se não conseguem suportar uma alimentação totalmente biológica, optem por alguns produtos, principalmente pelos que vos pareçam ser de um cultivo duvidoso. Comprem-nos, por exemplo, nas lojas Celeiro.

Alimentos pobres em gorduras trans

Por fim, não podia deixar de referir que os alimentos ricos em gorduras trans são outros grandes malfeitores e que nos fazem tanto mal, mas tanto mal, que podem condenar o nosso corpo por muitos anos. A gordura trans é uma gordura sólida, a preferida na fabricação de alimentos industrializados, formada por um processo químico chamado hidrogenação, que deixa os alimentos muto saborosos e bem mais apetecíveis ao nosso paladar, tornando-se, muitas vezes, em alimentos altamente viciantes. Falo do fast food, das bolachas, dos bolos, dos gelados, das batatas fritas de pacote e semelhantes, dos salgados, etc. Não quero com isto dizer que deixem de comer, para sempre, este tipo de alimentos, mas que reduzam, em muito, o seu consumo.

Optar por um estilo de vida equilibrado pode custar ao início, mas pensem nas grandes vantagens que o mesmo acarreta. E saibam também que o vosso paladar, mesmo que estranhe estes bons alimentos, vai alterar-se, adaptando-se aos novos sabores e aceitando-os gradualmente.

Espero que vos tenha realmente ajudado e que possa fazer a diferença nas vossas vidas. Desejo-vos toda a força deste mundo, caso comecem esta nova etapa, e, sempre que precisarem de uma motivação extra, aqui me têm!

1 beijinho

Alimentos indicados para diabéticos

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Meus queridos,

Hoje a minha publicação é sobre um tema que não é muito agradável, a diabetes, mas sinto que tenho obrigação de vos falar disto, até porque esta é uma doença que ataca cada vez mais as crianças e os jovens portugueses, e que pode estar a rondar a vossa vida, caso não tenham o estilo de vida mais adequado.

Todos já devem ter conhecimento de que a diabetes deriva de uma hiperglicemia, ou seja, de valores muito altos de glicose no sangue. Simplificando, a diabetes dá-se quando existem valores demasiado elevados de açúcar no sangue e quando os níveis de insulina não são suficientes para combatê-los. Quem já nasce com uma considerável falta de insulina, ou começa a ter essas falhas na infância, tem a chamada diabetes tipo 1. No entanto, quem a desenvolve já na fase da adolescência ou mesmo na fase adulta, devido a um mau estilo de vida, a maus hábitos alimentares (excesso de açúcar e de fast food), ao sedentarismo ou à obesidade, tem a chamada diabetes tipo 2. Comparando estes dois tipos de diabetes, que se consideram como os mais comuns, pode dizer-se que a diabetes tipo 1 é a mais complicada de tratar, pois obriga a uma injecção de insulina todos os dias, até ao fim da vida. A diabetes tipo 2 pode também obrigar a este tratamento, dependendo dos casos, mas pode ser tratada apenas com uma extrema alteração dos hábitos de vida.

Porém, em ambos os casos, existe uma obrigação: a adopção de uma alimentação muito saudável e bastante cuidada. Para isso, basta que sejam consumidos determinados tipos de alimentos, como:

Abacate, azeite, nozes, castanhas, amêndoas, azeitonas, etc., porque apresentam as chamadas gorduras boas, as monoinsaturadas;

Salmão, cavala e sardinha, por serem peixes ricos em ómega 3 e também apresentarem gorduras boas, as polinsaturadas;

Carapau, pescada, dourada, corvina, robalo, etc., por serem peixes magros, com um baixo índice glicémico e uma carga quase nula de hidratos de carbono;

Perú e frango, também por serem carnes muito magras, com gorduras más quase inexistentes e muita proteína, essencial ao organismo;

Aveia, visto ter uma acção muito saciante e tornar bem mais lenta a absorção da glicose no sangue;

Legumes e fruta, essenciais numa dieta equilibrada, por serem munidos de muitas fibras e serem essenciais no processo digestivo e no bom funcionamento do trânsito intestinal. No entanto, apesar de sabermos que a fruta é importante na alimentação, alguma (como a banana ou as uvas) deve ser consumida com moderação, por já conter níveis de frutose (açúcar) um pouco elevados, e que, em excesso, podem agravar a situação.

Espero que a diabetes nunca faça parte da vossa vida, especialmente se for adquirida por maus hábitos. No entanto, caso estejam a passar por isto, não há nada que enganar: fazendo exercício físico de forma regular, bebendo muita água, cortando radicalmente nos açúcares, nos alimentos gordurosos e cheios de sal (especialmente os de pacote), bem como em todo o tipo de fast food e de refrigerantes, podem viver perfeitamente bem e de forma saudável, apesar da existência da doença. No fundo, basta que estejam focados em combatê-la.

Querer é poder, nunca se esqueçam!

1 beijinho